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Pesca&Dicas

ISCAS  NATURAIS

As mais eficientes da água salgada


   

A comida natural dos peixes é evidentemente a melhor forma de atraí-los e fisgá-los. Assim o uso das iscas naturais, especialmente na água salgada, torna as pescarias certamente mais produtivas.

Elas também existem em maiores quantidades nos locais de pesca. Basta fazer um pequeno estudo na área.

Em praias rasas, por exemplo, é comum encontrar minhocas, corruptos, etc.

Vejamos então, as melhores maneiras de como você pode usar três dessas iscas.

Alguns exemplos:

Camarões vivos são os melhores para canais de mangue na pesca de robalos. Já as minhocas de praia se adequam perfeitamente em praias rasas, para betaras (papa terras) e com sardinhas, quando embarcado no mar, você pode pegar quase todos os tipos de peixes.

Os tatuís, que nadam junto a ondas para cima e para baixo são ideais para capturar pampos. Nesses exemplos, há centenas de alternativas.

Ajuda sempre observar bem e sempre trocar idéias com os amigos a respeito de materiais, locais de pesca, iscas, etc.

As linhas vermelhas funcionam ?

Em todas as pesquisas práticas, as linhas vermelhas de algodão foram as mais eficazes. Em lugares fundos e com pouca claridade, o vermelho acentua a silhueta e destaca as iscas.

Amarre as iscas nas hastes dos anzóis. Não exagere ao enrolá-las, caso contrário elas ficam muito rígidas e perdem a aparência natural.


 

                                               TATUÍS ( TATUÍRAS OU TATUZINHOS)

 

São encontrados em quase todas as praias rasas e de tombo. Movimentam-se com as ondas, quando procuram seus alimentos. Saem da areia quando as ondas passam e voltam junto com a água. Nesses momentos, enterra-se como tatuzinhos.

 

Como pegar:

Os tatuís são pegos de forma visual. Qualquer pessoa pode ver onde eles se enterram. Assim que você os nota, cave a areia rapidamente e pegue o bichinho com as mãos. Outra forma de localizar esses animais é observar a areia. Na volta da onda, se pode ver as antenas para fora, ai basta cavar e pegar. Ele tem duas pequenas garras com as quais procuram se defender, mas não conseguem ferir uma pessoa.

 

Como iscar:

Os melhores tatuís para pesca são os de cascas moles. Caso você capture os de casca dura, entretanto, retire-as com muito cuidado para não arrebentar o animal. Utilize uma faca ou um canivete e, com a ponta, faça o serviço. Uma vez concluída essa operação coloque o anzol. Dependendo dos tamanhos das iscas, os anzóis, precisam ser modelo maruseigo de números 14 ao 18. Coloque-os sempre do rabo para a cabeça e as patas precisam permanecer do lado externo dos anzóis. Ao se retirar as cascas, as iscas ficam moles e frágeis. Por isso, durante os arremessos, podem se perder. Para evitar isso as amarre nos anzóis.

Os melhores produtos para isso  como já dissemos antes, são as linhas de algodão que não as esmagam, como no caso dos elásticos. Essas linhas são passadas por entre as patas para as iscas ficarem com volume. Assim, as patas também podem ser movimentar junto com a água, o que as deixa muito mais naturais e atrativas para os peixes. Caso contrário elas ficam imóveis e pouco atraentes.

 


Como conservar:

Depois de apanhadas. Coloque em baldes ou em pequenas geladeiras de isopor com areia molhada com água do mar. Mantenha-os na sombra, pois a exposição ao sol os mata e estraga. Quem precisa conservar por mais tempo, precisa colocá-los em recipientes plásticos com tampas, desses que se usa em casa, e guardar na geladeira elétrica.

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Possíveis peixes:

São, sem dúvida, as melhores para capturar pampos. Mas, também servem para todos os peixes que se alimentam à beira da praia.

 


CAMARÕES MORTOS

Você os encontra em todas as peixarias. Para adquiri-los mais frescos e sem sulfito (produto usado na sua conservação, para que fique firme,  não cai a cabeça e nem mude a cor), o ideal é procurar nos pequenos barcos de pesca ou ns barraquinhas de praias. Camarão mais comum: o melhor para pesca é o sete barbas. Podem ser usados os camarões dos tipos ferrinho, com a cabeça mais curta e pintinhas no corpo, ou os brancos.

 

Como iscar:

Pegue os camarões e retire as cascas com uma pequena tesoura de bico. Corte as partes superiores e retire os filetes escuros (excrementos). Fica um canal em V. Depois de girá-lo 90 graus, corte os camarões em dois no sentido longitudinal.

Para arremessos mais fortes, que criam o risco de arrancar a isca, amarre-as com linha de algodão (usada pra pregar botões) ou um fio elástico específico para pesca.

Nesse caso, use somente a quantidade suficiente para prender as iscas nas pernas dos anzóis. Assim, elas se apresentam de forma natural e não parecidas com  múmias ( amarradas e duras).


 

Como conservar:

Retire as cabeças, lave com água do mar ou água portável com sal, com mais ou menos a mesma salinidade do mar. Deixe escorrer e coloque primeiro sobre folhas de jornal na sombra para retirar o excesso de água.

Depois, em um recipiente alto, tipo leiteira de alumínio com tampa. Porque o alumínio é o melhor condutor térmico. Com uma geladeira isolante (isopor, por exemplo) coloque gelo moído em volta até a altura da borda, para evitar que entre água nas iscas. Após a pescaria basta colocá-los no freezer em pequenas porções, acondicionadas em sacos plásticos sem ar e fechar as embalagens. Para descongelar, ponha as porções na água e, depois, em uma geladeira portátil.

 

Possíveis peixes:

Por existir em todas as praias, atrai todos os tipos de peixes, como betaras, bagres, corvinas, corcorocas, etc.

 


 

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CAMARÕES VIVOS

 

Para comprar camarões vivos, procure as marinas, onde alugam-se barcos. E, para conservá-los e mantê-los vivos, o melhor lugar é o viveiro do barco. Quando a embarcação se move, a água se renova e isso o oxigena. Para retirar as iscas do viveiro, use um pequeno passaguá, próprio para isso. Todos os que morrerem devem ser separados e postos na geladeira com gelo.

 

Para conservar camarões vivos na geladeira: A geladeira deverá ter água do mar até a metade de sua capacidade. Os camarões ficam no fundo, com o cuidado para não se obter uma superpopulação. Com um termômetro, controle a temperatura da água. Caso suba 3 ou 4 graus, coloque pequenas pedras de gelo ( a temperatura deve ser verificada assim que a água for colocada na geladeira). Para oxigená-la, use um compressor de ar portátil a bateria e estenda o tubo plástico para a água. Na ponta, coloque uma pedra porosa, das usadas em aquários, amarrada em um chumbo, para ficar no fundo. Mantenha a geladeira sempre fechada e somente a abra para pegar iscas. As mesmas recomendações servem para os viveiros dos barcos.


 

Como iscar:

Use anzóis próprios para iscas vivas, do tipo maruseigo ou suzuki ( robalo em japonês), proporcionais aos tamanhos das iscas para não impedir seu livre movimento.

Espete os anzóis logo abaixo do ferrão a cabeça dos camarões. Isso permite que ele nade normalmente com o rabo. Colocar os anzóis no rabo os imobiliza.

 

Possíveis peixes:

É a melhor isca para robalos. Com eles, entretanto, você pode pegar vários outros tipos de peixes como pescadas salteiras, corvinas, etc.


 

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MINHOCAS DE PRAIA

 

Encontram-se em quase todas as praias rasas. São as prediletas de betaras ( papa-terra). Essa espécie em a boca na parte de baixo da cabeça, portanto, come no fundo, rente à areia. Nesses locais, as minhocas se enterram e colocam a cabeça e pequena parte dos copos para fora em busca de seus alimentos. Assim, são presas fáceis. Essa espécie de minhoca chega a medir um metro de comprimento e cinco milímetros de diâmetro. A melhor seção para pescar tem mais ou menos 30 cm, da cabeça para o final do rabo. Daí em diante, ficam mais gelatinosas e difíceis de iscar. Para achar as minhocas, procure na praia, com maré baixa, até 0,5 ou 0,6 (consulte uma tábua de marés). Mais para a frente é muito difícil encontrá-las, só em alguns recuos das ondas.

 

Como pegar:

Coloque restos de peixes em um saco de tela. Esfregue isso com vigor na areia com uma lâmina d’água, no retorno da onda. Se houver minhocas no local, elas prontamente colocam a cabeça para fora, para apanhar os pequenos pedaços da ceva que despredem.

Observe com atenção a coloração das cabeças das minhocas. As escuras, nas quais a cor tende para o preto, são as mais crescidas e recomendadas.

As claras, cor-de-rosa, são as mais jovens. Nem tente pegá-las, pois se esfacelam e você fica somente com a cabeça entre os dedos. Mesmo se isso acontecer, não morrem, pois nascem novas cabeças.

Pegue somente as quantidades para pescar. Retirar em excesso causa diminuição desnecessária da população e falta desses bichos em futuro breve. Quem cuida tem.


 

Que instrumento usar:

Existem quatro formas de capturar esses vermes. Como laços de linhs de náilon de diâmetro 0,40 mm faça nós simples de uma volta ( nó cego) e os deixe abertos.

Coloque no local onde a cabeça das minhocas vão sair e, usando as duas mãos, segure a linha e feche o nó, prendendo-a pela cabeça em ato contínuo. Em reação, ela se enterra uns 10 cm na areia.

Com paciência e ajuda de uma das mãos, cave em volta e retire a minhoca. Não force, pois isso a quebra. Use uma colher de pedreiro ou uma meia cana com tudo de aço ( tipo vanga). Ao localizar a isca, coloque a ferramenta a mais ou menos cinco centímetros e, com uma inclinação de 45 graus, com força, empurre a ferramenta na areia, levantando um pequeno bloco com o pedaço de minhoca de cinco a seis centímetros de comprimento. Existe no mercado um dispositivo próprio para esse trabalho. Trata-se de um tipo de alicate plástico com um amola que prende e fixa a minhoca pela cabeça e a retira da areia com certa facilidade.

A maneira mais funcional é aquela em que se usa as próprias mãos. Com um isca de peixe na mão localize a minhoca. Ao aproximar a isca, o verme se agarra a ela. Com dois dedos (polegar e indicador), prenda a minhoca com um pouco de areia e a retire. Não é tão simples assim. Caso se use de excesso de rapidez, ela se espedaça. Se a velocidade não for suficiente, se retrai e provoca dificuldades na retirada.

Para chegar ao tempo certo de pegar e retirar, há necessidade de algum tempo de treinamento. Depois de alguma prática, os movimentos são automatizados.


 

Como conservar:

Para usar um 24 horas, basta misturá-las com areia seca. Coloque em uma pequena geladeira de isopor com a tampa aberta, e guarde na parte de baixo da geladeira elétrica (no local onde ficam as verduras).

Com a temperatura mais baixa, as minhocas ficam quietas. No freezer, o frio intenso as mata. Ao tirar as minhocas da geladeira e a temperatura começar a subir. Elas voltam a se  movimentar e ficam em perfeitas condições de uso.

 

Para uma conservação por 30 e 60 dias:

Devem ser mortas em uma salmoura forte. Ai ficam por 20 min. Retire e escorra. Ponha-as sobre folhas de jornal, uma ao lado da outra, para secar na sombra. O jornal chpa a umidade.  Jogue fubá sobre elas e movimente o jornal de um lado para outro para soltá-las. Com os bichos empanados, faça grupos de dez minhocas e as alinhe, esticadas uma ao lado da outra. Após, embrulhe com jornal enrolado, dobre e feche as pontas. Esses embrulhos precisam ser colocados em sacos plásticos.

Retire o ar e feche. Depois, coloque no freezer. Quando quiser usá-las basta descongelar. Para conservar melhor, descongele aos poucos, o que evita estragá-las.


 

Como iscar:

Coloque nos anzóis como minhocas comuns. Não se recomenda vestir os anzóis. Assim se recomenda vestir os anzóis. Assim elas ficam com baixa visibilidade e pouco volume. Como melhor alternativa, faça algumas alças para as iscas poderem ser bem vistas.

 

Possíveis peixes:

Atraem principalmente betaras. Mas, com elas pode-se capturar quase todos os peixes de praia, como corvinas, carapicus, bagres, Maria-luisas, etc

 

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SAGUARITÁS

Caramujos de casca grossa e dura. São quebrados com martelos. Pega-se no próprio local da pesca, na costeira de rocha, onde ficam agarrados nas pedras próximas à linha d’água. Com o aumento de pescadores de costeira, já existe quem os comercialize o que facilita muito a vida desses esportistas. Quando quebrar esses caramujos não se assuste, pois as mãos ficam manchadas de azul. Com o tempo e lavando com sabão, a tinta sai.

 Como iscar:

A parte mole dos saguaritás é a melhor. Use anzóis maruseigo n. 18 ou n. 20, corte os saguaritás em dois, no sentido longitudinal e mantenha a parte mole junto à dura. Passe o anzol na parte dura para prender bem e fixe a parte mole à ponta do anzol. Assim, você facilitará muito a penetração na boca dos peixes.

 Possíveis peixes:

Trata-se da melhor para sargos, mas serve também para todos os peixes possíveis que vêm alimentar-se junto às pedras.

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CORRUPTOS

São iscas encontradas em todas as praias rasas. As melhores para pescadores de praia. Atraem grande variedade de peixes, que, quando por perto, atacam imediatamente.

Para pegar corruptos, você deve procurá-los na areia das praias com maré baixa, no máximo 50 cm ou 60 cm (ver tábua de marés). Quando a maré está mais alta, pegá-los fica mais difícil. Ao contrário do que se faz para capturar minhocas, para as quais é necessário um saco de restos de peixes (engodo). Os buracos dos corruptos são vem visíveis, há mesmo aqueles pelos quais esguicham água. Posicione uma bomba, feita de PVC e com diâmetro de mais ou menos 50 mm, sobre os furos e acione a sucção. Dessa forma, você retira os corruptos da areia. Durante o uso e no fim do dia, solte o tampão e limpe a bomba com água do local. Elimine o excesso de areia. Ao chegar em casa, lave com água potável o flange de rosca B. Ele deve ser regulado conforme necessidade. Ao girar o flange no sentido horário, você apertará o disco de borracha e dará maior poder de sucção. Ao soltá-lo, diminuirá o poder de sucção.


 

Material necessário para construção da bomba de sucção em PVC

  1. Tee (PVC) marrom de 20mm
  2. Tampão (PVC) marrom de 20 mm, duas peças
  3. Luva (PVC) marrom de 20 mm
  4. Tubo (PVC) marrom de 20 mm de diâmetro e 650 mm de comprimento
  5. Tubo (PVC) de 50 mm de diâmetro e 600 mm de comprimento
  6. Tampão (PVC) branco de 50 mm, com furo central de 22 mm
  7. Disco (PVC) macio (sola de sandália havaiana) com 50 mm de diâmetro
  8.  Jogo de flange (PVC) marrom de 20 mm de diâmetro (deverá ter seu diâmetro externo torneado com 45 mm de diâmetro).
  • Tubo de cola pequeno para PVC

 


Como iscar:

Espete e transpasse a parte gelatinosa central dos corruptos (barriga). Dobre o rabo com a cabeça junto à haste do anzol. Amarre com linha de algodão vermelha ou fio elástico próprio na linha e no início da haste do anzol. Não enrole toda a isca, para que ela não fique dura e travada. Ele deverá ter volume. Para iscar corruptos inteiros, os anzóis deverão ser do modelo maruseigo de n. 16 ao n. 18. Para anzóis menores n. 12 e n. 14, as iscas poderão ser pedaços do rabo. Essa parte tem estrutura mais rígida, mas, para lances longos, a necessidade de amarrar ainda se mantem.

 Como conservar:

Para um dia inteiro de pescaria, retire e escolha os corruptos. Ao tirá-los de seus buracos na areia, evite machucá-los. Use primeiro os que foram inevitavelmente feridos.
Atenção: por segurança e para evitar alguns furos nas mãos, retire as garras com cuidado para não matar os bichos.
Os bem espertos e com saúde, coloque em uma geladeira portátil com a própria água do mar. Somente a quantidade suficiente para não provocar excesso e conseqüentemente perda de iscas.
É importante manter a temperatura da água e não deixá-la esquentar. Mantenha a tampa da geladeira fechada. Depois, coloque pequenas pedras de gelos para manter a temperatura.
Finalmente, troque parte da água de tempos em tempos para oxigená-la e não permita que, com a adição de gelo, ela fique salobra e os corruptos morram. Dá trabalho, mas é o jeito de manter essas iscas em boas condições. Você também pode usar em compressor à pilha, com pedra porosa, para oxigenar, da mesma forma que com os camarões(descrito acima). Caso você precise conservar por mais tempo, recomenda-se colocar os corruptos em salmoura forte por, pelo menos, 15 minutos. Alinhe e embrulhe com jornal, fazendo pacotes com seis a dez corruptos.
Coloque-os em um saco plástico, retire o ar e guarde no freeser. A maneira é idêntica àquela para as minhocas (descrito acima). Para pescar, descongele casa pacotinho, isque no anzol, amarre e pronto. É só pescar. 


Possíveis peixes:

Com corruptos não há peixes que não mordam. São, disparadamente as melhores iscas. Com eles fisga-se todos os peixes possíveis, como betaras, corvinas, robalos, bagres, pampos, arraias, etc.
Retire da areia somente a quantidade necessária para sua pescaria. Certas pessoas extraem baldes cheios dessas iscas, provavelmente para comer. Há risco de intoxicação, pois os corruptos acumulam toxinas e produtos perigosos para a saúde humana.

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TAMBURUTACAS OU TAMARUTACAS 

São encontrados em algumas praias rasas de nosso litoral. Atraem bem embora sejam pouco usadas por falta de conhecimento e divulgação. Para pegá-las deve-se procurar na areia da praia com maré baixa. No máximo, com 40 cm ou 50 cm (veja as tábuas de marés).

Com maré mais alta fica praticamente impossível localizá-las.

Moram junto com os corruptos, só que os furos na areia são de maiores diâmetros, parecidos aos de canetas esferográficas. Para retirá-las da areia use-se o mesmo tipo de bomba de sucção para capturar corruptos.

Normalmente, em cada furo moram duas tamburutacas, provavelmente um casal. Uma tem cor preta e a outra é bem clarinha, quase transparente.

São muito rápidas e espertas. A um leve toque viram-se rapidamente e tentam ferrar a mão com dois espetos posicionados na nadadeira caudal. Antes de guardar na geladeira corte, com uma tesoura, esses dois espetos da cauda para evitar furos nas mãos, bem desagradáveis. São pequenas. Seu tamanho gira em torno de quatro a cinco centímetros.

Em determinada época do ano se encontra uma espécie de tamburutaca maior, que é vendida nas peixarias com o nome de lacraia. Chegam à média de 25 cm a 30 cm de comprimento e se parecem com lagostas, sem antenas. 


Como iscar;

Use a mesma maneira que para corruptos. Devem ser amarradas com linha vermelha de algodão. Por ter pequeno tamanho, utilize anzóis do tipo maruseigo, n. 12 a 14.

Como conservar:

Na pescaria, da mesma forma que se conserva corruptos, vivos dentro de uma geladeira de isopor, por exemplo, com a própria água do mar.

Possíveis peixes:

Tamburutacas são boas para todos os peixes que se alimentam no fundo de areia, na beira de praia, como betaras, pampos, corvinas e outros. Pela dificuldade de encontrá-las, apresentam-se como mais uma alternativa para quem pesca na praia.

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LULAS

Encontradas em peixarias. Compre-as somente em bom estado de conservação. Para melhor uso, limpe-as, retire a barrigada e lave. Utilize um estado natural. Corte em tiras na hora de iscar nos anzóis e deixe sempre uma ponta para fora.

Como iscar:

Corte as lulas em tiras largas ou estreitas, de acordo com o tamanho dos anzóis. Deixe sempre um pedaço como rabicho. A movimentação da água faz a isca ter vida e atrair mais. Isque firme, de forma que dificilmente elas se soltem dos anzóis. Para pesca pesada como a de cações, devem ser presas inteiras, sem retirar a barrigada, em anzóis reforçados de tamanho 12/0 ou mais.

Como conservar:

Na pesca, use uma geladeira portátil para conservar iscas, como recipiente de alumínio, onde elas ficam fora da água. Em casa, conserve no freezer.

Possíveis peixes:

Na pesca de praia têm pouca aceitação. Servem mais para a pescaria de bagres-amarelos, brancos, cabeçudos e sassaris (bandeiras). Já em alto mar, pegam praticamente todos os tipos de peixes.

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SARDINHAS

São encontradas em praticamente todas as peixarias. Compre somente as em bom estado de conservação. Use em estado natural. Têm excelente produtividade em pesca de mar embarcada ou costeira. Embora pouco usadas na praia, são opções.

Como iscar:

Para peixe espada: corte as sardinhas ao meio com a cabeça de um lado e o corpo do outro. Os anzóis devem ser normalmente garatéias de três pontas soldadas, presas a arames de aço inox rígido.
Esses arames são passados rente à espinha dorsal das sardinhas, no sentido longitudinal. As partes cortadas ficam apoiadas sobre as pontas dos três anzóis. Esses empates precisam ser presos à linha de pesca através de snaps (grampos).
Essa modalidade é de meia-água, com uso de bóia. Mas, além de peixes-espada, pode-se pegar salteiras, baiacus, prejerebas, pescada, etc.

Para peixes menores: Faça files das sardinhas e coloque nos anzóis. Para fixar melhor nos anzóis, amarre da mesma forma feita com camarões.

Para peixes médios: corte a sardinha por cima, em forma de toletes, e coloque nos anzóis.

Para garoupas: Use linha de mão de bitola grossa (1,20 mm para cima), com anzóis acima de barra zero e, tal como uma penca de sardinhas espete e transpasse pelos olhos. Dependendo do tamanho do anzol, coloque até seis iscas. Quando as garoupas morderem, cuidado para não cair na água. Use luva para proteger as mãos.


Como conservar:

Limpe a barrigada as sardinhas e lave com água corrente. Prepare uma salmoura bem forte – para um litro de água, use meio quilo de sal – coloque as sardinhas e a salmoura em um recipiente de alumínio e guarde no freezer por dois dias. Graças ao sal, elas não congelarão, mas ficarão firmes. Retire da água e mantenha sob refrigeração, para conservar durante o período de pesca. Utilize o mesmo sistema de geladeira portátil para conservar iscas. Caso você não queira salgar, basta manter sob refrigeração e usá-las na sua pescaria.

Possíveis peixes:

Em alto mar são praticamente todos: corvinas, espadas, garoupas, badejos, arraias, cação-mero, etc.

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SARNAMBIS OU MARISCOS-BRANCOS

Excelentes, têm ocorrência maior no Rio Grande do Sul. Vivem isolados e se enterram na areia com sua língua dura. Movimentam-se para cima e para baixo, na linha da maré, onde se escondem sob a areia e deixam dois pequenos furos para respirar, são os pontos de referência para localizá-los. Basta cavar uns 10 cm ou 15 cm para pegá-los com a mão mesmo.

Como iscar:

As cascas desses mariscos, por serem frágeis, podem ser quebradas com as mãos. Assim, retire-os inteiros. Para a pesca recreativa, dependendo dos anzóis e do tamanho dos mariscos use-os inteiros, passando os anzóis pela língua mais dura e finalize com a ponta no corpo, a sua parte mole. Os anzóis recomendados são os do modelo maruseigo nos tamanhos 12, 14 e 16.
Nas competições de beira de praia, os regulamentares são anzóis micro, dos modelos sode e akitagtsune.
Nesses casos, você deve usar uma tesoura de bico fino para cortar as iscas. Retire toda a parte dura, como a língua e os dois tubinhos de sucção. Mantenha somente o corpo. Os melhores são aqueles em que o corpo é cor-de-rosa. Normalmente são brancos. Corte ao meio, no sentido longitudinal e faça tirinhas de mais ou menos 5 mm de largura. Coloque-as no porta-iscas e, sobre um espuma de látex úmido, ponha nos anzóis essas tirinhas. Preste muita atenção para que a parte interna dos mariscos fique para fora dos anzóis.


Como conservar:

Coloque dentro de um saquinho de tela e lave com água do mar. Guarde em local fresco e bem longe do sol. Devem ser mantidos em geladeiras de isopor com tampa. Não coloque no gelo, pois isso matará as iscas. Caso isso aconteça, mantenha-as sob refrigeração, para que não se estraguem. Bom local para mantê-las vivas, são as gavetas das geladeiras convencionais, onde se conservam as verduras. Dessa forma, você pode preservá-las por vários dias.

Possíveis peixes:

Na beira da praia são todos, mas são fatais para betaras (papa-terras).

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