Make your own free website on Tripod.com
Pesca&Dicas

ISCAS ARTIFICIAIS

 


   

 


Uma sugestão de modelos de iscas artificiais para o pescador iniciar-se nesta fascinante modalidade esportiva. Existem inúmeros modelos das mais variadas cores (uma variação nas cores é bem-vinda) e tamanhos, mas apenas uma dúzia de iscas é mais do que o suficiente para realizar boas pescarias. Na verdade, mesmo com a metade desse número, ainda pode-se obter sucesso com várias espécies de peixes.

P O P P E R


Explosão, fúria e emoção. Entre as várias opções de iscas com ação de superfície, o poppers são das iscas mais preferidas para várias espécies predadoras. Procurando imitar um peixe caçando, ou um pequeno batráquio nadando, quando devidamente trabalhadas, essas iscas são de grande eficiência. Costuma-se trabalhar poppers de duas formas. Uma delas é arremessando a isca o mais junto possível de locais com vegetação aquática, esperar até que o movimento causado pelo impacto da isca na água cesse, para então dar um rápido toque com a ponta da vara. A outra fórmula que funciona bem se resume em recolher a isca com pequenos intervalos, como imitando uma rãzinha deslocando-se na superfície.


I S C A  D E  H É L I C E


Emocionantes de serem trabalhadas e de muita eficiência, as hélices são uma grande opção na pesca com iscas de superfície. Equipadas com uma ou duas hélices, essas iscas produzem um ruído que parece irritar até mesmo os mais tranqüilos peixes, provocando ataques espetaculares.
Em dias calmos e sem vento as iscas de hélice têm um efeito surpreendente. O amanhecer e final da tarde são os horários perfeitos. O trabalho de recolhimento contínuo para produzir a famosa “roncadinha” da iscas de hélice, assim como toques curtos de ponta de vara e breve interrupção, seguida então de outro toque curto de ponta de vara, são quase mágicos para tirar a calma de qualquer peixe.


Z A R A


Verdadeiramente, Zara é o nome de um modelo de isca artificial, uma jumpbait. Mas da mesma forma de costumamos chamar todas as lâminas de barbear de Gillette, costumamos denominar as iscas com ação ziguezague de Zaras. Em dias de pouco vento com o espelho de água calmo, e em especial junto à estruturas de tocos e galheiras, esta isca traz à tona peixes que descansavam tranqüilamente a metros de profundidade.

Um trabalho de maior velocidade, com toques curtos de ponta de vara ao mesmo tempo em que se recolhe a linha, permite cobrir grandes distâncias com seu característico ziguezaguear, quase provocando paradas cardíacas no pescador devido à violência dos ataques dos peixes. Um trabalho mais lento, intercalando os toques de ponta de vara com curtas interrupções, oferece outra opção em momentos de pouca ação de superfície.


R à  D E   B O R R A C H A

As populares rãzinhas de borrachas atraem a atenção de uma grande variedade de peixes predadores. A Traíra, o Bass e o Tucunaré são entretanto os alvos preferenciais dos pescadores adeptos da utilização dessa categoria de iscas. Trabalhadas de forma pausada em meio à vegetação aquática, as rãzinhas ou sapinhos de borracha são de grande eficiência.


1. Spinner
2. Shad
3. Spinnerbait
4. Rã de Borracha



 

S T I C K

Extremamente eficientes na pesca de peixes como o Robalo e o Tucunaré, os sticks também produzem excelentes resultados em diversas outras espécies. Trabalhados de maneira cadenciadas, em velocidade não muito rápidas, os sticks propiciam ao pescador o prazer de acompanhar por inúmeras vezes a perseguição do peixe caçador atrás de sua indefesa isca. Um arremesso preciso junto às galhadas ou estruturas como aguapés e outras plantas aquáticas pode render muita emoção ao pescador adepto do uso dos sticks, em especial, como já foi dito, nas pesca de Robalos e Tucunarés.


F L O A T I N G  M I N N O W

Extremamente populares há muitos e muitos através do mundo, os floating minows são, para um universo de pescadores, o modelo tradicional de isca artificial. Os plus de barbela curta e que flutuam, podendo tanto ser trabalhadas na superfície ou em ação de subsuperfície, são umas das iscas artificiais mais produtivas para várias espécies de peixes. Trabalha-se os floating minnow de duas formas. A primeira delas resume-se em trabalhá-las com curtos e rápidos toques de ponta de vara, para produzir uma certa agitação na superfície da água. Em locais com muita vegetação e em dias de pouco vento, é uma tática tremendamente produtiva. Nesses casos a conjugação deste trabalho de superfície com recolhimento contínuo é, em certas situações, o “gatilho” para despertar o apetite de um desconfiado predador. Quando o venta agita a superfície da água, é melhor optar por um recolhimento contínuo de subsuperfície ou meia água. Obs: Apesar de na prática efetuarem um trabalho bastante distinto dos clássicos floating minnows de barbela curta, iscas como a Mirrolure 7M e Floating Mullet enquadram-se nessa categoria de isca.
 

S I K I N G  M I N N O W

Ideais para a utilização na pesca de corrico, as iscas sinking minnows afundam com seu próprio peso, atingindo dessa forma grandes profundidades. Nessa categoria de plugs, uma boa opção são as modelos countdown que mantêm boa estabilidade e nado perfeito em qualquer profundidade ou movimento de água. São iscas de grande eficiência para dectar cardumes em meio a galhadas submersas.


S P I N N E R B A I T

Apesar de o spinnerbait ser uma isca desenvolvida para a pesca do Black Bass e não ser muito eficiente para o Robalo ou Tucunaré, ela é uma ótima isca para as Traíras, Trairões, Dourados, Matrinxãs , Jacundás, Enchovas, Caranhas, Cachorras, Bicudas e obviamente Black Bass. Como podem ser utilizados em praticamente qualquer situação em termos de profundidade, estruturas aquáticas e, principalmente, junto a impenetráveis malhas de vegetação e enroscos, o spinnerbait é uma das iscas que deve estar sempre em nossas caixas de pesca. Produtiva e eficiente durante o ano todo, por suas variações de peso, tamanhos e cores, esta isca oferece uma enorme versatilidade. O trabalho com spinnerbait consiste em arremessá-la junto, ou melhor ainda, em meio à vegetação aquática e recolhê-la. Nas situações junto à vegetação semi-submersa, aguapés ou juncos, convém iniciar o recolhimento assim que a isca tocar n água. Este é um dos momentos nos quais ocorrem grande parte das batidas de bons peixes.


1. Floating Minnow
2. Sinking Minnow
3. Crankbait



 

S P I N N E R

Tradicional isca artificial que parece imitar insetos ou diminutos peixes, os spinners conjugam vibração e um atraente brilho resultado da ação de suas lâminas ao girarem. É uma combinação que fascina praticamente todos os peixes predadores.

Sendo uma da iscas mais simples de serem trabalhadas, os spinners são extremamente indicados para iniciantes. Um recolhimento contínuo, com velocidade somente o suficiente para permitir que a lâmina gire, passando junto a pontos de atração como pedreiras, galhadas e vegetação aquática, é geralmente infalível para provocar emoções ao pescador e aos peixes.

C R A N K B A I T

É o clássico plug de barbela média ou longa. O fato de poderem ser trabalhadas em diversas velocidades, aliado às variações de profundidades atingidas e às pouquíssimas perdas de peixes por estarem mal fisgados, faz das crankbaits iscas de grande eficiência. Em função de suas barbelas e hidrodinâmica, atingem áreas submersas de vários metros de profundidade, em certos casos.
Arremessar e recolher, arremessar e recolher. Essa é, de forma simplificada, o trabalho de cranking, ou seja, pescar-se com crankbaits. Pequenos toques de ponta de vara alternados com mudanças na velocidade de recolhimento também são uma interessante variação. Súbitas paradas para permitir uma subida das iscas que flutuam próximas à superfície são, certas vezes, uma tática efetiva para capturar bons peixes.

R A T L L E R

Também denominadas iscas vibrators, as ratllers permitem utilização em grandes profundidades. Pequenas esferas metálicas alojadas em seu interior propiciam um som e conseqüente vibração, que fascinam os peixes predadores. Pedreiras e grandes formações de galhadas submersas, localizadas a vários metros de profundidade, são uma das preferenciais utilizações para este tipo de isca. Em função do modelo ou peso da isca a ser utilizada, as ratllers variam sua velocidade de descida ao fundo. Com um recolhimento contínuo, tendo a precaução de sentir através da vara as vibrações da isca ao trabalhar em diversas profundidades, propicia fisgadas consistentes. Uma eficiente maneira de pescar com esta isca, consiste em arremessar a mesma e permitir que afunde até atingir o leito do rio ou lago. A seguir, recolha um pouco de linha até que a isca trabalhe próxima ao fundo. As ondas vibratórias produzidas por seu recolhimento contínuo atraem a atenção em quaisquer condições de água, propiciando a captura de peixes que se encontravam a muitos metros abaixo da superfície.

J I G

Um verdadeiro “pau para toda obra”, o jig pode ser utilizado em praticamente qualquer condição de água, em rios, lagos ou oceano, e para todas as espécies de peixes predadores.
Apresentando tremenda eficiência em termos de capturas, essa isca fornece ao pescador uma opção de trabalho em todas as faixas de profundidade. Na realidade, o jig nada mais é do que um anzol provido de uma cabeça de chumbo e um corpo enfeitado de penas, pêlos ou fios sintéticos. Deve-se pescar com jigs procurando tocar as estruturas do fundo, ou pouco acima destas, em um trabalho relativamente lento. Exige sutileza, treino e atenção constante para detectar as possíveis batidas do peixe, sendo por isso mesmo fascinante.

8. Ratller
9. Zara
10. Hélice
11. Mirrolure 7M
12. Stick
13. Popper

 


Dicas para aproveitar melhor
Para conseguir maiores emoções com isca de superfície vale lembrar o seguinte:

- Ao pescar em águas paradas e em estruturas como troncos, verifique a posição do sol e lance nos locais sobreados. Com correnteza, locais preferidos do dourado, também observe o lado sombreado, se existir.
- Ao contrário da crendice da maioria, as iscas de superfície podem ser usadas a qualquer hora do dia.
- Os movimentos produzidos por pescadores mais habilidosos com iscas artificiais fazem grande diferença entre pegar ou não o peixe.
- A temperatura da água é fundamental na pesca de superfície. Muitas vezes, a baixa temperatura ambiente não significa que o peixe não ataque na superfície.
- Quando existe muita luz e ótima visibilidade na água (água limpa) o recolhimento com maior velocidade, em geral, produz melhores resultados.
- O recolhimento lento é melhor, na maioria das vezes, quando existem poucas estruturas e poucos forrageiros no local.
- A cor das iscas de superfície pode fazer grande diferença:
a) Águas claras em dias ensolarados: utilize iscas cromadas altamente reflexivas.
b) Águas claras em dias nublados: as cores pretas e marfim são as mais eficientes.
c) Águas escuras: as tipo stick, em cores escuras, e com muito movimento (barulho) "acordam" qualquer predador.
d) À noite: a cor preta é mais eficiente.

e) Se o peixe para sob sua isca e a refuga: substitua-a por outra do mesmo modelo, mas em cores mais naturais (prata ou dourado são boas escolhas), ou então experimente cores berrantes (laranja, amarelo, chartreuse, etc).
Lembrem-se que não existe uma regra rígida.
Provavelmente, a única constante acerca do uso de iscas de superfície é que não devemos ignorá-las, pois poderemos ter ótimas surpresas.
Algumas dicas finais que podem ajudar a capturar tucunarés, dourados, piraputangas, robalos, black bass, tilápias, enchovas, olhetes, olhos-de-boi, etc:
Stick: use em águas claras a turvas, onde existam estruturas nas margens, pontas, enseadas e vegetação ao largo.
Poppers: em águas claras  a turvas e em locais como enseadas e baías rasas, é uma boa alternativa quando existe vegetação submersa, pedras e outras estruturas.
Chugger: águas turvas e escuras de enseadas e baías rasas, são as melhores para esse tipo. Também surte ótimos efeitos quando os peixes estão em cardume.
Hélice: em águas turvas a barrentas, nas enseadas e pontas, é uma boa escolha e, também, em dias tempestuosos.
Floating Minnow: águas claras e em torno de coberturas rasas. É a melhor opção em condições de alta visibilidade.
Weedless de superfície: na vegetação de superfície, como aguapés, juncos,etc, com recolhimento lento e regular e uso de material pesado. Esse tipo de material, nessas situações, é essencial para evitar que o peixe vá para os enroscos.
Stick Popper Chugger Hélice Floating Minoow Weedless de superfície

voltar

   
| PESQUEIROS | NÓS PARA PESCA | RIO GUARAÚ | ARTIGOS | BUSCA FONES | TEMPO |
| HOME | RECEITAS | FOTOS | SPLIT SHOT | MASSAS | BUSCA CEP | E-MAIL | GIRADOR | EMPATE DE AÇO |
© Copyright - 2002-2003 - Pesca & Dicas - All rights reserved