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Pesca&Dicas

ARREMESSO
Fundamentos essenciais


   

 

Embora fundamental em praticamente todas as modalidades de pesca (com exceção da de fundo embarcada) na pesca de praia, o arremesso tem importância tão séria (sem considerar a precisão) como em nenhuma outra. A própria conceituação da modalidade indica: surfcasting ou pesca de arremesso.
Somente constantes treinamentos e aperfeiçoamentos levam à arte de bem usar esse recurso nas praias. Ninguém nasce sabendo e todos erram muito ao começar.
Para isso, os caniços em carbono ou grafite ajudam mais. Dão leveza suficiente para explorar a força e a velocidade de movimentos.
Há várias dicas para quem quer constatar sua evolução. Uma é observar se as iscas e chumbadas vão muito para a direita ou para a esquerda.
O primeiro caso sugere que o pescador liberou a linha antes da hora. O segundo indica que quem lançou a reteve por muito tempo.
Essa observação vale para os destros. Os canhotos precisam, nesse caso, inverter as informações. Onde se indica a esquerda, para eles, vale a direita e vice-versa.
Os diversos aspectos envolvidos devem considerar pesos e alturas dos pescadores, pesos e modelos dos caniços e dos molinetes escolhidos, pesos das chumbadas, espessura das linhas principais (ou mestras) e estilos de arremessos, entre outros dados indispensáveis.
Esse conjunto de detalhes precisa estar balanceado. Por isso, as varas de bambu vêm caindo em desuso e as de carbono e fibra de vidro já não precisam mais ter de quatro metros para cima.
Entretanto, ao se deve esquecer que desenvolver esse recurso pode significar mais peixes. Na medida em que se domina os arremessos, pode-se repetir dois ou mais na mesma faixa em que se acha exemplares.
Ajuda também a dominar as distâncias e amplia as possibilidades de buscar espécies além de 100 metros ou mais da areia. Tudo com muito treino e linhas mestras adequadas.
Há vantagens e desvantagens em usar linhas principais finas. Para a praia as muito grossas prejudicam longos arremessos.
Recomenda-se as com diâmetros 0,20 milímetros e 0,30 milímetros, para que os constantes treinamentos garantam arremessos corretos e cada vez mais distantes (se for o caso).
Atletas de competição costumam utilizar as de espessura apenas entre 0,165 milímetros e 0,20 milímetros. São várias as razões de tanta importância das linhas finas na praia.

As linhas finas oferecem:

  • Menor atrito no ar, portanto, arremessos mais suaves e mais longos  (sobretudo) em condições de vento, ou seja, quase sempre).

  • Maior sensibilidade ao sinal de peixes.

  • Maior emoção na atividade de trazer os peixes, ou seja, mais esportividade.

  • Arrasto bem menor na água. Conseqüentemente, possibilitam usar chumbos bem menores para o arremesso e manter as iscas paradas, se necessário.

  • Certas nacionais e importadas mantêm, em média, resistência máxima de três a quatro quilos. Mesmo assim, só arrebentam com fortes trancos. Caso contrário, agüentam exemplares bem maiores.

  • Atualmente, nas praias, há dificuldades em encontrar peixes acima de três quilos, com exceção de arraias e cações. Isso justifica plenamente o seu uso até essa margem de ruptura.

  • O arrasto das menores de 0,30 milímetros é muito menor.

As de maiores diâmetros têm, nas praias, poder de arrasto na água capaz de deslocarem chumbadas de até 150 gramas, dependendo do caso.
Essa situação (mar “correndo”) é um dos dramas comuns a quem pratica essa modalidade. A única solução para resolvê-la ou amenizá-la, está em usar a de menores espessuras.
Entre as desvantagens das linhas finas está em seu desgaste ser mais rápido que nas mais grossas. Vale a pena acompanhar os efeitos causados pelos ventos, maresia, sol, chuvas, salinidade do mar, etc, exatamente para continuar a usar linhas de menores diâmetros.
Para resolver isso, troque a linha principal a cada quatro ou cinco pescarias. Ou de acordo com seus critérios ao acompanhar o processo. Quando as linhas começam a ficar opacas ou quebradiças, convém substituí-las.

Dúvidas e o pulo do gato

Duas dificuldades básicas ocorrem para quem nunca trocou as linhas grossas por outras finas na praia. Uma se baseia na crença de que peixes grandes, ao baterem, as arrebentam.
Nesse caso, o problema pode ser resolvido com o uso de uma alternativa. Quem quiser pegar um grande peixe, continua com linhas de maiores espessuras, apropriadas às capturas (arraias, cações, xaréus, etc) e às iscas grandes.
A opção está em montar outra vara com linha de menor diâmetro, provida de anzóis médios ou pequenos e se divertir com os demais peixes disponíveis. Esses, em média, pesam aproximadamente 300 gramas e chegam a dois ou três quilos, dependendo da praia ou do dia. Para tais tamanhos, as linhas finas proporcionam esportividade e muito aproveitamento técnico.
Para quem for à praia e não tiver essa alternativa, aconselha-se o uso das finas. Se bater um espécime maior, é possível tirá-lo. Para isso, perícia e paciência são importantes e os louros das disputas bem maiores.
Há casos comprovados de pescadores que tiraram arraias de 10 quilos com linha de 0,20 milímetros e de 6,5 quilos com linha de 0,165 milímetros. Não se deve esquecer que as arraias oferecem maiores dificuldades pois se fixam ao fundo da areia quando ferradas.

Pescar  com mais de uma
vara é sempre mais eficiente
Uma em cada distância.

Como arremessar chumbadas

A outra dificuldade, bem mais palpável, está relacionada aos arremessos de linhas de tão pequena espessura amarradas às chumbadas. É a que mais prejudica pescadores iniciantes ou menos experientes.
O pulo do gato está no nó de arranque ou shockleader. Esse sistema significa ter, na ponta do dedo, na hora do arremesso, uma linha forte o suficiente para agüentar o tranco de saída da chumbada.
Preparado com linha mais grossa, ele visa apenas dar a partida no arremesso, apesar de também ajudar nos metros finais das disputas com bons peixes.
Para confeccioná-la, a linha escolhida deve ser sempre o dobro do comprimento do tamanho do caniço. Essa medida padrão serve para não esquecer o comprimento a ser adotado. Para fixar essa linha mais grossa, na mais fina usa-se o nó de sangue.(abaixo)
Isso evita a ruptura no arremesso. Outro método bem efetivo de prender os arranques às linhas principais, é colá-los com produtos a isso destinados e hoje disponíveis na maioria das lojas de pesca. O resultado fica idêntico ao do nó de sangue, com a vantagem de evitar o obstáculo.

Nó de Sangue


Só isso, entretanto, é insuficiente para um bom arranque. Ele faz de maneira compatível ao peso do chumbo. Que, por sua vez, depende da capacidade de arremesso da vara. A tabela abaixo orienta qual a espessura de linha apropriada para o respectivo arranque.
No item sobre o uso de varas mais longas e chumbadas mais pesadas, o arranque precisa ser composto para passar de uma linha 0,20 milímetros para uma 0,50 milímetros ou até 0,60 milímetros.
O cálculo da linha mais forte do arranque foi sempre calculado com o dobro do comprimento dos caniços (quatro, seis ou oito metros). Nos exemplos, as medidas têm grande margem de segurança para evitar aos iniciantes muitas frustrações nos primeiros arremessos.
Os três tamanhos de varas vêm acompanhados das distâncias mais apropriadas de ação. Com um caniço de 2,10 metros não se pode ter a pretensão de atingir distâncias superiores a 100 metros. Com varas de quase quatro metros, a pesca a 30 metros fica prejudicada pelo peso do conjunto do material.
A linha mestra têm sempre a espessura de 0,20 milímetros para facilitar a compreensão com relação aos nós de arranques e sua composição final. Quem ainda não se sentir seguro em utilizar linhas tão finas, pode começar com espessuras de linha mestra em torno de 0,25 milímetros ou 0,30 milímetros.
Os pesos médios das chumbadas da tabelas necessitam de respaldo da vara a ser usada. Geralmente, caniços nesses tamanhos podem agüentar arremessos com os chumbos correlatos. Devido à existência de grande quantidade de materiais importados e nacionais de baixa qualidade, algumas varas podem quebrar com o peso especificado. Convém verificar, no corpo do caniço, o peso recomendado para arremesso.
Para facilitar a colocação e retirada de chumbadas e chicotes, são necessários dois giradores com grampos nos conjuntos, um atado aos arranques e outro, à ponta dos chicotes.
Os chicotes também podem integrar a tabela anterior. Para o primeiro caso, com arranques de linha 0,30 milímetros, devem ser de igual ou maior espessuras.
Isso para que não fiquem mais fracos que os arranques. Caso contrário, aumentam os riscos de ruptura com os trancos na hora dos arremessos.
Para outros tipos de caniços e arranques da tabela, o raciocínio se mantém. Os chicotes continuam a necessitar ser de espessuras iguais ou maiores do que os arranques.

 

Varas
(metros)

Alcances
em metros

Chumbos
recomendados

Linhas mestras
(quant.recomen.)

Arranques recomen.
(tamanhos)

1,80 a 2,10
metros

até 50 metros

20 a 50
gramas

0,20 milímetros
(100 metros)

0,30 milímetros
(4 metros)

2,44 a 3,00
metros

de 50 a 100
metros

50 a 100
gramas

0,20 milímetros
(150 metros)

0,30 + 0,40 milímetros
(50 centímetros da 0,30 +
6 metros 0,40 milímetros)

3,00 a 3,90
metros

acima dos 100
metros

100 a 170
gramas

0,20 milímetros
(200 metros)

0,30 + 0,40 + 0,50
(50 centímetros 0,30 +
50 centímetros
0,40 + 8 metros
0,50 milímetros
ou 0,60 milímetros)

Chicotes articulados

Atualmente, em virtude do aperfeiçoamento técnico adquirido em competições de pescas, as lojas especializadas já oferecem chicotes articulados com rotores e miçangas de vários modelos e cores. Eles permitem fáceis conexões e retiradas de anzóis, além de maior mobilidade das iscas na água. São detalhes extremamente importantes.
Normalmente, confecciona-se chicotes para praia com dois ou três anzóis, de acordo com a  preferência do usuário. Independentemente da qualidade do material empregado (caniços, molinetes, etc), é importante ter chicotes e anzóis condizentes, tanto com as tralhas, como com os raciocínios mais evoluídos do esporte.
Não se deve economizar com anzóis, portanto, elimine os enferrujados ou sem pontas. Procure usar os compatíveis com os peixes disponíveis.
Por exemplo, condena-se o aproveitamento de anzóis tamanhos 2/0 ou 3/0 para papa-terras (betaras) ou, muito menos, os miúdos para cações ou enchovas.

      Rabicho de chumbo fixo
Esses exemplos radicais se justificam para os iniciantes habituarem-se à falta de grandes peixes e utilizarem equipamento compatíveis com o tamanho médio dos peixes à disposição. Os anzóis maruseigo de 4 a 24 e akita de 4 a 9 ( nos dois casos os menores são os 4), dependendo do peixe que se queira ferrar, satisfazem quase todas as situações nas praias em pescarias de lazer (em competições, usa-se até outros modelos e outras numerações).
Para os principiantes, recomenda-se os do tipo maruseigo de 10 a 14, médios, para peixes equivalentes. E os akita 6 e 7, para menores exemplares.
O bom senso deve servir para colocar os empates dos anzóis (as linhas que os atam) nos rotores. Os tamanhos dos anzóis devem dirigir a escolha das linhas.
Para anzóis pequenos, tipo maruseigo e akita, ambos de 4 e 6, as linhas devem ser sempre brancas e ter diâmetros de 0,30 milímetros ou 0,35 milímetros, para as pernadas.
Em anzóis médios (maruseigo 7 a 12 e akita 7 a 9), as linhas aconselhadas são as de 0,40 milímetros ou 0,45 milímetros. Quando se usa anzóis acima desses, para empates, batam linhas 0,50 milímetros.

As pernadas

O tamanho das pernadas varia conforme o comportamento dos peixes. Recomenda-se começar com 45 centímetros e aumentar ou diminuir de acordo com as ações do dia. Se houver poucos peixes, costuma-se aumentar as pernadas (ou empates) e, se for necessário arremessar muito longe ou ainda quando surge um grande cardume, as pernadas podem até ser reduzidas para 15 centímetros ou 20 centímetros.
Trata-se de tema difícil de conceituar, graças às diversas situações possíveis na pesca de praia.
De qualquer forma, essa modalidade existe em função de um conjunto de importantes detalhes que fazem diferença. O raciocínio envolvendo os tamanhos das pernadas está entre eles. Atenção em tudo sempre é fundamenta.

 

DICAS IMPORTANTES

Como localizar peixes
Comece arremessando nas faixas mais próximas. Se estiver com dois caniços, lance um em uma distância e o segundo em outra, até encontrar aquela em que a incidência de peixes seja maior.
Não despreze a beira da praia. Às vezes, os maiores estão bem pertos.
Esses locais fazem as ondas subirem e estourar. Ou seja, logo após cada crista de onde que levanta, há um valão formado por esse barranco, geralmente paralelo à areia da praia.
Essa vala também se denomina canal. Dependendo da geografia de fundo da praia, há um ou vários valões, nada mais que as várias arrebentações.
Procure, portanto, arremessar sempre um pouco atrás da formação das ondas para explorar esses pontos.

Iscas
Procure estar com o máximo de variação possível. Aquele exemplar que você procura pode até gostar de todas, mas, em certos dias só quer uma específica.
Se você não a tiver, talvez nem possa identificar sua presença. As iscas encontradas na praia, além das tradicionais camarões, lulas e sardinhas, são indispensáveis.

Troca de iscas
Devem ser feitas a cada arremesso, mesmo que não capture nada. Você aumenta sempre as probabilidades de captura e  aproveita para recolocar as iscas no lugar.

Amarração das iscas
Devem ser presas com linhas elásticas ou de viscose para evitar quedas ou deslocamentos durante os lances. Para arremessos curtos e suaves, isso é desnecessário. Quando os peixes têm de roubar iscas o fazem com ou sem amarração. Colocar bem uma isca no anzol aumenta de forma incrível a possibilidade de fsgadas. Iscas mal colocadas são roubadas. Os anzóis podem e devem ficar com a ponta aparecendo. Facilita ferrar.

Fisgadas
Atualmente, pouco se pesca com as varas na mão. Em geral, repousam em fincadores de alumínio ou PVC, na espera. Assim, os peixes praticamente se ferram sozinhos.
Dai a importância de bons anzóis e mais ainda de muita calma ao tirar os caniços dos fincadores. Não se aconselha grandes ferradas aos menores sinais de peixes, pois, depois que as varas balançam ou envergam, das duas uma, ou os bichos já estão ferrados ou já roubaram as iscas.
Estique a linha com certa pressão para averiguar se há exemplar fisgado. Depois disso, basta ter calma e trabalhar com o caniço e não o molinete. São as varas que trazem o pescado e não as manivelas dos molinetes.

Chumbadas
Leve pelo menos chumbos de cada peso e modelo a ser utilizado. Os básicos são os pirâmides e melão ou cacau.

Os peixes mais encontrados
Arraias, cações e bagres de vários tipos, baiacus, para-terras (betaras, judeus), roncadores, carapicus, carapebas (ou caatingas), cangulos, pampos, pampos-galhudos e pampos-sernambiguara, cocorocas, corvinas, riscadinhos, enchovas, goetes, ovevas, linguados, marimbás, mixoles, piraúnas (miraguaias), paratis-barbados, peixes-rei, pescadas de vários tipos, robalos, sargos, tira-e-viras, ubaranas, voadores, violas, xereletes e xaréus.
Os peixes existem e lá estão. Cabe a cada um descobrir a que distância, com que anzóis, em que iscas e com que frequência podemos fisgá-los. O desafio está lançado. Acumule experiência, leve sua família, filhos e amigos e divirta-se muito nas praias.

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