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Pesca&Dicas

ANZÓIS NOÇÕES BÁSICAS
 


   

 

A evolução desse apetrecho, desde os pequenos objetos naturais, no tempo da Pré-História, até os produzidos, através das mais requintadas tecnologias, nos dias atuais.

Os registros da existência dos primeiros anzóis datam o período pré-histórico, época em que eram feitos com marfim, ossos, dentre outros materiais primitivos. Seu desenvolvimento, no entanto, começou com as agulhas de costura e de bordado, nas quais bastava fazer um gancho e usar. Em seguida, veio o processo de fabricação artesanal, que perdurou até que a demanda superasse a capacidade de produção, tornando-os muito caros. A necessidade de atender a expansão desse mercado virou um bom negócio e induziu fábricas a se empenharem em projetar máquinas específicas para confeccioná-los.

Empresas centenárias da Europa, que fabricavam agulhas, cravos, pregos, rebites, tais como a VMC, da França, a Mustad, que nasceu inglesa para mais tarde se radicar na Noruega, e, ainda, a Eagle Claw, dos EUA, são as pioneiras desse seguimento. A parte asiática dessa história é bem recente, datando do começo do século XX o surgimento de marcas como Gamakatsu, Owner e Kunho, entre outras.

Foi com essas empresas que se deu o ápice desse processo evolutivo pois a concorrência existente entre elas, fez com que passassem a estudar o comportamento dos peixes, bem como, ouvir as sugestões e opiniões dos pescadores. Esse critério adotado pelos fabricantes culminou com a criação de anzóis específicos, feitos de acordo com as características de determinadas espécies, tudo visando atender melhor as necessidades de seus usuários.

Grande parte dos anzóis é produzida com arame de aço carbono e passa por um tratamento térmico, cujo propósito é conferir-lhe dureza. Varia entre fabricantes, apenas, a matéria-prima que, dependendo da qualidade, justifica as diferenças de preço. Os que recebem outros elementos químicos – como é o caso do Vanadium – durante o processo de fabricação, tendem a ficar com maior resistência mecânica elasticidade e leveza.

Há ainda os modelos específicos para água salgada, os quais são confeccionados em aço inoxidável e se destinam à pesca profissional, bem como, à confecção de outros tipos de moscas usadas no mar. No entanto, este anzol jamais deverá ser usado em água doce, visto que não enferruja e, caso o peixe arrebente a linha, dificilmente sobreviverá com ele cravado no corpo. 


A ponta

O anzol de boa qualidade deve vir de fábrica pronto para ser usado. Portanto, quando são rombudos e sem ponta, além de demonstrar má qualidade, precisam ser afiados em pedras ou limas específicas para essa finalidade. Como conseqüência desse processo, perdem a proteção química com a qual são feitos, expondo o aço, o que provoca a quebra com extrema facilidade. Aliás, o melhor que se tem a fazer, é evitar adquirir produtos com essas características, principalmente quando o propósito for utilizá-los em água salgada, onde a oxidação é bem mais rápida.

Existem modelos variados para afiar a ponta dos anzóis, sendo que cada fabricante destaca as virtudes do método que utiliza. No entanto três delas são as mais eficientes e, portanto, as mais utilizadas.

  1. Abrasão: é um processo de retifica que retira mecanicamente o material até formar a ponta. Nele, o ponto crítico é não deixar o metal atingir temperaturas excessivas, pois se isto ocorrer, haverá modificação na estrutura base do aço, diminuindo sua resistência.
  2. Química: com esse método se afina a ponta através do uso de ácidos, cuja reação química é controlada e neutralizada assim que chega ao ponto pretendido. Por ser altamente eficiente, é o mais utilizado nos que se destinam a competições.
  3. Compactação:  como o próprio nome diz, essa tecnologia comprime o metal até que atinja a espessura desejada. O resultado final é que se obtém pontas muito finas, que apesar do alto poder de perfuração, se quebram facilmente. Afiação típica para anzóis usados na pesca profissional, onde custo, resistência e eficiência são computados no final de uma temporada de pesca.

Resistência do gancho

Sempre que um anzol se enrosca em algo onde é preciso empregar força para trazê-lo de volta, o esforço a que é submetido poderá abrir-lhe o gancho ou quebrá-lo. Portanto, esse é seu calcanhar de Aquiles. Cada fabricante minimiza o problema a seu modo: uns optam pelo uso do aço de boa qualidade, com um bom tratamento térmico, mantendo a cunha do gancho com perfil redondo; e há, ainda, os que usam arame de diâmetro normal, achatando-o na curva.

Mas a questão é: um bom anzol deve abrir ou quebrar? Em nosso entender, os de boa qualidade devem abrir, quando solicitados ao máximo, e quebrar, somente se esta situação se repetir algumas vezes. Por isso, um dos aspectos mais importantes em sua finalização é indubitavelmente, o tratamento térmico, pois, se ficar muito duro, se quebrará e, se ficar mole, poderá abrir diante do menor esforço.

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Modelo básico Modelo típico oriental-Maruseigo Modelo típico americano Modelo para isca viva Modelo unha de gato Modelo para minhoca artificial Modelo para jig 


Cobertura de proteção:

Anzóis niquelados apresentam ótima resistência em água doce e oxidam rapidamente quando utilizados no mar. Podem ser encontrados em cores variadas, tais como: azul, bronze, vermelho e ouro, sendo que o propósito principal dessa variação é aproximá-lo da tonalidade da isca, camuflando-o para enganar o peixe.

No caso de anzóis específicos para uso em água salgada, os mesmos recebem ma cobertura de estanho, o que lhes confere durabilidade que pode variar entre 400 e 800 horas de uso no mar.

Numeração

No Brasil, a numeração dada aos anzóis segue o modelo europeu e americano, ou seja, maior anzol, menor numeração. Como, em função de seu preço no mercado, os nacionais ainda são os mais vendidos, é importante que o pescador dê sempre a referência do número aliada ao nome do modelo que pretende adquirir.

Assim sendo, enquanto os produtos asiáticos têm numeração convencional – ou seja, coincidindo o modelo menor com o número menor e vice-versa-, os fabricados nos EUA e na Europa possuem numeração inversa, fazendo com que números maiores identifiquem anzóis menores, e quanto maior o anzol, mais a numeração se aproxima do zero.

Após o zero. Continuam ainda aumentando de tamanho, sendo identificados com um sistema de barras, tipo 1/0, 5/0, 10/0 e assim por diante.

Esta medida varia conforme a característica dos peixes que serão pescados. Se tiver boca muito dura - para facilitar a penetração – é melhor que a ponta seja curta e a fisga pequena. Espécies com forte dentição – como é o caso do pacu – exige modelos fortes com haste curta, empatados com cabo de aço flexível.

Esta explicação pode até parecer óbvia, mas é fundamental para os iniciantes na hora de adquiri-los.


Modelos:

Para iscas vivas: Projetado especificamente para camuflar iscas vivas como o camarão e o lambari.

Para Jig: Feito para ser fundido com o chumbo, seu design faz com que quando pendurado pela linha – a ponta fique por cima, evitando enroscos.

Unha de gato: Modelo forjado e com ótima resistência na curva do gancho, apresenta sua ponta em forma de cunha e foi desenvolvido especialmente para evitar enroscos, na pesca em pedras e costeiras.

Modelos específicos:

Pesque-e-solte: Muitos fabricantes já estão produzindo anzóis em fisga, visando facilitar a retirada e soltura dos espécimes. São modelos que, além de provocar menos danos na boca do peixe, caso ocorra um acidente com o pescador, são facílimos de serem extraídos.

Ecológicos: Próprios para a pesca oceânica, são modelos com tratamento térmico igual aos demais, só não tendo a cobertura química de proteção. Isto deixa propositalmente o aço exposto à oxidação do mar, de modo que o peixe que for solto com um anzol cravado, em poucos dias poderá se livrar dele.

Esses são os principais, porém existe grande variedade de modelos que se destinam a fins específicos, tais como o Dry Fly, para mosca seca; Winged Dry Fly, para mosca seca com asas; Nymph, para larvas de mosca; Long Live, para confecção dos espinhéis utilizados na pesca profissional, dentre outros. 


Garatéias:

São conjuntos de anzóis unidos por solda, que podem ter de duas ou três pontas, muito usados em iscas artificiais.

A forma de identificar as garatéias é idêntica a dos anzóis, porém estas também possuem referência de resistência que é representado pela letra X mais a palavra strong (reforçado ou forte). Assim sendo, partindo do princípio que um modelo normal é 1X, a seqüência lógica é 2X ser mais forte, e por ai afora. Podem ter a curvatura do gancho mais ampla (redonda), ou ainda, mais fechada. O uso de uma ou outra deve ser decidido em função do que se pretende com elas.

As iscas artificiais de fabricação nacional costumam vir com garatéias reforçadas. No entanto, na maioria dos modelos importados é recomendável trocá-las. Neste caso deve-se agir com critério, principalmente nas de superfície, onde é fundamental promover a troca das originais por outras com o mesmo peso e tamanho, sob pena de matar a isca. Em resumo, o peso total das que estão sendo colocadas, não pode ser maior do que as retiradas, caso contrário a isca não vai trabalhar com desenvoltura. É bom lembrar que quando se troca as originais por extra-reforçadas, corre-se o risco de perder a isca se o peixe correr para estruturas como paus ou pedras, ou mesmo, em determinados modelos, se estas enroscarem em lugares profundos. Como já foi citado na parte que trata dos anzóis, baixar as farpas das garatéias pouco compromete a pescaria, e ainda ajuda na hora de retirá-las do peixe.

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Iscas artificiais com garatéia Garatéias

Para finalizar este assunto, recomendamos cuidado com o companheiro durante os arremessos. Lembramos ainda, que iscas artificiais soltas dentro do barco podem provocar acidentes, por isso é prudente não deixá-las espalhadas e, nem tampouco, pescar descalço. Em caso de acidente, é bom contar com a ajuda de quem entende, ou na impossibilidade de remover o anzol ou garatéia no próprio local, procurar socorro médico. Estes são os aspectos básicos relativos a este item de capital importância para o pescador e esperamos que essas informações se traduzam em facilidade na hora de fazer a opção, uso e aquisição deste produto.

   
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